Publicado em:domingo, 23 de setembro de 2018
Postado por Josimar Nunes

Ciro e Cid são alvos de nova denúncia de corrupção envolvendo irmão e empreiteira


Os irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT), ambos candidatos nas eleições 2018 à presidente da República e a senador, respectivamente, estão citados em nova denúncia de corrupção envolvendo o irmão Lúcio Gomes, secretário da Infraestrutura do Governo do Ceará. No sábado (22), O Globo publicou informações do acordo de delação de executivos da empreiteira Galvão Engenharia com a Procuradoria-Geral da República. Família nega acusações.
Segundo o acordo, homologado no Supremo Tribunal Federal (STF), Lúcio Gomes teria recebido R$ 1,1 milhão em espécie e R$ 5,5 milhões em doações eleitorais oficiais para o PSB em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Estado durante a gestão de Cid (2007-2014).
A delação à qual O Globo teve acesso, do ex-executivo da construtura Jorge Henrique Marques Valença, foi homologada em dezembro e estava em sigilo. Conforme o delator, havia uma sistemática de conexão entre os pagamentos devidos pelo Estado com o financiamento de campanhas e doações oficiais.
De acordo com O Globo, o delator diz ainda que Lúcio “orientava a empresa a procurar diretamente Ciro ou Cid para uma ‘conversa institucional’, na qual deveriam indicar a ordem dos recebimentos das pendências que deveriam ser cobradas”. Valença, no entanto, afirma que nunca esteve com Cid ou Ciro e que havia uma preocupação em dar “aparência institucional” à relação.
Cid e Ciro já foram envolvidos também em esquema denunciado na delação do empresário Wesley Batista.
Ciro Gomes
O presidenciável Ciro Gomes divulgou vídeo nas redes sociais respondendo as acusações da reportagem, à qual chamou de “absolutamente mentirosa”.
“Nunca na minha vida me envolvi em qualquer tipo de corrupção ou escândalo. 38 anos de vida pública, nunca fui investigado, nunca fui processado por nenhum caso de corrupção. Quinze dias apenas estão faltando para as eleições e vem essa história, sem pé nem cabeça, envolvendo um irmão meu que é inocente, que é sério, que é trabalhador, que tem patrimônio modesto”, disse Ciro.
O candidato do PDT negou a acusação e disse que processará o delator. Cid Gomes não quis se manifestar.
Ciro também argumentou que os fatos relatados em delações teriam ocorrido em período em que ele não disputou eleição.
“A mentira começa dizendo que é uma delação premiada de alguém que também diz que nunca me conheceu, e que discutiu financiamento de campanha. A última eleição que eu participei foi em 2006. Só para vocês terem uma ideia. E se tudo isso fosse verdade, isso teria acontecido em 2012”, afirmou.
Lúcio Gomes
O engenheiro civil Lúcio Gomes assumiu cargo no Poder Executivo em 2015, no governo de Camilo Santana (PT), afilhado político de Cid e Ciro. Ele foi convidado para a pasta de Cidades, após saída do irmão Ivo Gomes (PDT), atual prefeito de Sobral. Em 2017, Lúcio tornou-se secretário da Infraestrutura.
Na delação publicada em O Globo, Lúcio é acusado de articular o esquema de caixa dois. Segundo o delator, o irmão era tratado por três pseudônimos “LG”, “Tela” e “Tela plana”.
Lúcio nega as acusações publicadas.
Um episódio relatado na delação trata de negociação em 2010 para o pagamento de um crédito de R$ 28 milhões referentes à construção do Eixão das Águas. O delator diz ter ouvido de Lúcio, na casa dele, o pedido de R$ 6,4 milhões em espécie para as eleições daquele ano.
A empreiteira teria autorizado a negociação e recebido R$ 18 milhões do governo. Um débito de R$ 10 milhões prometido para o ano seguinte, nunca teria sido pago, afirma o delator. Diante do pagamento parcial, foi repassado apenas R$ 1,1 milhão para Lúcio em seis parcelas de R$ 150 mil e R$ 200 mil. Foram anexadas planilhas, e-mails e comprovantes bancários das transações, conforme O Globo.
Em um dos e-mails, em 16 de dezembro de 2010, Valença avisa aos superiores da Galvão que havia previsão de pagamento e pede que os executivos procure Cid e Ciro. “Já tem orçamento!!! Só falta ok do governador (Cid Gomes). Estou agindo, mas é importante a ajuda do Mário (Galvão, sócio da empresa e também delator) com o irmão mais velho (Ciro Gomes), que já está no Brasil”. Naquela semana de dezembro de 2010, a imprensa noticiou que Ciro Gomes estava em viagem à Europa e retornaria ao Brasil na quarta-feira 15. O e-mail foi enviado, portanto, no dia seguinte ao seu retorno.
Ao O Globo, Lúcio disse que conhece Jorge Valença e que esteve na empreiteira diversas vezes, mas negou a negociação de recursos. “Eu trabalhava na Oi, que vendeu para o consórcio da empreiteira, administrador da Arena Castelão, todo o sistema de bilhetagem, controle de vigilância e telões. Como eu era gerente de vendas, participei de reuniões, mas aí foi uma relação privada privada. Só estive na empresa nesse contexto”, disse Lúcio ao jornal.
Ele confirma que houve contribuição legal da Galvão nas campanhas de 2010 e 2012, quando o grupo político estava no PSB. Em 2010, Ciro não foi candidato, mas o ano da campanha de reeleição de Cid Gomes ao Governo do Ceará.
A Galvão detinha importantes contratos no Ceará, como a Arena Castelão, Eixão das Águas e o Centro de Eventos da capital.


Postado por Josimar Nunes on 23:34. Tópicos , .

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