Publicado em:quarta-feira, 31 de maio de 2017
Postado por Josimar Nunes

Rabelo demitiu 400 pessoas; empresa diz manter diálogo

Antes de entrar com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Recuperação de Empresas e Falências do Fórum Clóvis Beviláqua na quarta passada (24), foram desligados do Grupo Rabelo mais de 400 funcionários, ficando pendente a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego, totalizando o pagamento de R$ 6 milhões em verbas rescisórias, conforme o advogado do Sindicato dos Comerciários de Maracanaú, Maranguape e Pacatuba, Wesley Miranda.
"Esses empregados foram demitidos apesar de a Rabelo vir negando que ia entrar em recuperação judicial, quando na verdade isso já estava sendo preparado", explica Miranda. Ele afirma ainda que o depósito do FGTS já vinha atrasado.
De acordo com ele, "a Rabelo sequer tinha dado baixa na carteira de trabalho após as demissões". Os funcionários já começaram a ter suas carteiras liberadas, de acordo com ele. "Nós já conseguimos que fosse dada a baixa e ficou pendente a liberação do FGTS e do seguro-desemprego. Estamos brigando pelo pagamento da multa rescisória de 40%", explica Miranda.
Além disso, outra questão em jogo está na mira do Sindicato: a demissão de empregados que fazem parte de lideranças sindicais e, por isso, devem ter estabilidade, segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST). "Estávamos tentando reintegrá-los", diz o advogado do sindicato.
Na última sexta-feira (26) haveria reunião entre a Rabelo e o Sindicato, mas o encontro foi remarcado para a sexta (2). Na ocasião, o Sindicato tentará firmar com a Rabelo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a fim de que as reivindicações sejam atendidas.
Procurado pela reportagem, o advogado Roberto Lincoln, representante do Grupo Rabelo, esclareceu, em nota, que "a Rabelo está envidando os melhores esforços para alcançar uma solução célere para as pendências trabalhistas envolvendo os antigos funcionários da empresa, observadas as peculiaridades do processo de Recuperação Judicial, que afetam não somente credores trabalhistas, mas também os demais credores, como fornecedores, bancos e prestadores de serviços".
O advogado ressaltou ainda que o Grupo está em constante diálogo com o Sindicato, com o objetivo de atender aos interesses mais urgentes dos antigos funcionários e que conta com a confiança destes para, nos próximos dias, resolver a questão de forma amigável e eficaz, em consonância com a Lei de Recuperação de Empresas.
DN

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